
As pessoas, hoje mais esclarecidas da área de atuação do Fonoaudiólogo, ainda me perguntam: “Será que eu preciso de um tratamento?”; Meu filho ainda tem dificuldade na fala, será que vai melhorar ou precisará tratar?”; Meu avô teve um derrame e estamos esperando para ver se melhora sozinho”.
Nem sempre, o profissional, só de ouvir a história, pode dar um parecer seguro, pois muitas vezes as queixas confundem-se entre o que é esperado e o que já está se tornando um problema. Nestas situações, crianças em idade limite de aquisição da fala, ou de maturidade da deglutição ou da mastigação (trocas dentárias) podem apresentar um quadro que dificulta um aconselhamento, sem que sejam avaliadas detalhadamente.
É muito importante que as famílias fiquem atentas para as dificuldades de comunicação que eventualmente apareçam ao longo de todo o ciclo vital. Sabe-se que a infância é uma fase muito importante, uma vez que na mesma se desenvolvem alguns padrões que serão base para toda a vida do sujeito. Entretanto, alguns problemas podem aparecer ou se estender até a adolescência, vida adulta e senescência.
As dificuldades de comunicação têm tratamento e, mesmo que crônicas, podem ser minimizadas com melhora da qualidade de vida dos sujeitos. Em casos de dúvida, recomenda-se uma avaliação.
A avaliação fonoaudiológica é composta de uma entrevista inicial, seguida de exame das estruturas e das funções dos órgãos envolvidos na comunicação humana. Os procedimentos são rápidos, indolores e não exigem do paciente nenhuma tarefa que não possa realizar. Após esta análise, o profissional oferece ao paciente e/ou à sua família uma devolutiva do que encontrou, o que está preservado e o que está alterado (possíveis causas do problema, se precisa ou não de tratamento e possibilidades de melhora).
Nem sempre que nos submetemos a uma avaliação fonoaudiológica, será necessário um tratamento. Tudo dependerá dos resultados da avaliação. Podemos entrar sim para tratamento, mas também podemos ser orientados e acompanhados, caso o problema ainda não esteja instalado. Além disso, algumas vezes, outros profissionais, também são envolvidos, pois sua ajuda acelera a melhora e a alta clínica. Contudo, todas as decisões são tomadas em conjunto com o paciente/família (dependendo da idade), acreditando-se que este envolvimento abrevia o processo terapêutico.
Atualmente, com famílias participativas e novas técnicas de abordagem, é possível tratar e obter sucesso em períodos muito menores do que há algum tempo, quando não havia tantos recursos disponíveis.





