Para as famílias que me perguntam sobre a idade esperada para a aquisição da fala, aqui vão alguns pontos a serem considerados:
- cada criança é única e não pode ser comparada com irmãos, primos, vizinhos, ou amiguinhos.
- a história de cada um marca sua linguagem e o constitui como sujeito.
- o ambiente ou contexto em que a criança vive também é uma variável importante
- as pessoas que cuidam e educam esta criança são essenciais para este desenvolvimento
- a expectativa da família também conta pontos nesta análise
Enfim, além destes ainda há outros pontos importantes, mas estes que foram levantados, já nos assinalam muitos elementos para analisar cada caso.
Por isso, falar do que é “normal “é tão delicado.
Entretanto, naturalmente, quanto mais a criança demora para começar a falar, é provável que o desenvolvimento de sua fala também seja estendido. Isto é, em geral, por volta de um ano, aparecem as primeiras palavras para com dois anos surgirem pequenas sentenças e para que, com três, a linguagem oral esteja bastante desenvolvida, apenas com algumas trocas de fonemas já sendo ensaiados para um padrão de fala semelhante ao do adulto. Atualmente, tenho visto estas trocas já eliminadas antes dos quatro anos, mas isso tem variado individualmente.
Com isso, quero dizer que a linguagem oral tende a se estabelecer de forma hierárquica, seguindo um desenvolvimento cada vez mais complexo, ou seja, o vocabulário vai aumentando, as estruturas gramaticais vão se constituindo conforme a criança tem contato com sua língua.
Então, quando me perguntam se a fala desta ou daquela criança está normal, tenho respondido que o “normal” vai depender de uma soma de fatores que só podem ser considerados mediante uma avaliação fonoaudiológica que leve em conta o exame da criança e o estudo específico daquele caso.
Se as pessoas fossem todas iguais e não houvesse a influência de tantos fatores em seu desenvolvimento, não precisaríamos de profissionais para a avaliação, cada família poderia consultar livros ou a internet e lá encontraria: “para a gagueira, faça isso”; “para problemas na fala, faça aquilo”. Os profissionais não tratam “do problema”, mas “do sujeito que apresenta aquela dificuldade” e é isso que faz a diferenciação para cada sujeito.
Na dúvida, procure um fonoaudiólogo para avaliar o SEU CASO e boa consulta!!!
quinta-feira, 15 de outubro de 2009
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O Fonoaudiólogo é um profissional que previne, avalia, faz o diagnóstico, orienta e trata ou aperfeiçoa funções de fala, voz, escrita, respiração, mastigação, deglutição, equilíbrio e audição.
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